Tornados
Mais de 7,6 mil pessoas foram afetadas por tornados entre 1991 e 2025 no Rio Grande do Sul
A Classificação e Codificação Brasileira de Desastres (COBRADE) define tornado como a "coluna de ar que gira de forma violenta e muito perigosa, estando em contato com a terra e a base de uma nuvem de grande desenvolvimento vertical. Essa coluna de ar pode percorrer vários quilômetros e deixa um rastro de destruição pelo caminho percorrido".
No Brasil, entre 1991 e 2025, foram registradas 124 ocorrências de desastres causados por tornados. O Rio Grande do Sul ocupou a segunda posição no cenário nacional, com 31 registros (25,00% do total do país), sendo antecedido apenas por Santa Catarina (61 ocorrências; 49,19%) e seguido pelo Paraná (14; 11,29%). No que tange aos danos humanos, o país contabilizou 28.639 pessoas atingidas no período. O estado gaúcho também figurou na segunda posição nacional, com 7.609 atingidos (26,57% do total brasileiro), ficando atrás de Santa Catarina (8.603 atingidos; 30,04%) e seguido pelo Paraná (7.213; 25,19%).
A sazonalidade do fenômeno no Rio Grande do Sul aponta maior frequência no mês de junho, que liderou a série histórica com 8 registros (25,81% do total estadual), seguido por abril e novembro, com 4 ocorrências cada. Na análise temporal dos danos humanos, destacam-se os anos de 2014, com 3.573 pessoas atingidas (deflagrado por 6 ocorrências), 2003, com 1.375 atingidos (2 ocorrências), e 2017, com 1.211 atingidos (4 ocorrências). Em termos de frequência de eventos, o ano de 2018 registrou o maior pico, com 7 ocorrências (836 atingidos).
Em termos territoriais, a maioria dos municípios afetados registrou um único evento. Destacam-se Ciríaco e Três de Maio com o maior número de registros no estado, somando 2 ocorrências cada. Quanto à distribuição dos danos humanos acumulados, a liderança estadual cabe ao município de Tapejara, com 3.500 atingidos (46,00% do total do RS), decorrentes de um único evento em 22 de abril de 2014. Seguem-se São Francisco de Paula, com 1.055 atingidos (13,87%; evento de 12 de março de 2017); Seberi, com 774 atingidos (10,17%; evento de 26 de outubro de 2003); Trindade do Sul, com 601 atingidos (7,90%; evento de 26 de outubro de 2003); Ciríaco, com 531 atingidos acumulados (6,98%); e Três de Maio, com 354 atingidos acumulados (4,65%).
Fonte: MDR - Atlas Digital de Desastres no Brasil
*Como danos humanos, foram considerados: mortos, feridos, enfermos, desalojados, desabrigados e desaparecidos.
Fonte: MDR - Atlas Digital de Desastres no Brasil
Referências
BRASIL. Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. Atlas Digital de Desastres no Brasil. Florianópolis: CEPED/UFSC; Brasília: MIDR, 2026. Disponível em: https://atlasdigital.mdr.gov.br/. Acesso em: jul. 2026.
BRASIL. Ministério da Integração Nacional. Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres. Anuário brasileiro de desastres naturais: 2013. Brasília: CENAD, 2014.