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Estabelecimentos e empregados na Indústria

A indústria de transformação do Rio Grande do Sul ocupa a quinta posição entre os Estados no número de empregados

Os segmentos industriais do Rio Grande do Sul apresentam uma distribuição espacial bem definida e consolidada. Os arranjos industriais do Estado se caracterizam por apresentar boa articulação interna, como por exemplo, nos segmentos metal-mecânico, moveleiro e coureiro-calçadista na região da Serra e Vale dos Sinos; fumageiro na região de Santa Cruz do Sul; e petroquímico na RMPA, com destaque para os municípios de Canoas e Triunfo.

 De outro lado, outros segmentos apresentam grande dispersão pelo território, como é o caso da indústria de produtos alimentares e de confecção de artigos do vestuário e acessórios. Há também uma tendência de consolidação do eixo industrial que extrapola o eixo Porto Alegre-Caxias do Sul, seguindo em direção norte-noroeste, passando por Passo Fundo e Erechim, Ijuí, Santa Rosa, Panambi e Horizontina, caracterizado pela presença de unidades industriais em arranjos produtivos diversos, com destaque para os segmentos ligados à indústria metal-mecânica, principalmente do ramo de implementos agrícolas.

Assim, a Indústria de Transformação do Rio Grande do Sul apresenta elevada diversificação e se desenvolveu a partir de atividades ligadas às agroindústrias e outros segmentos originados do setor primário. Os principais segmentos são os de metal-mecânica, material de transporte, química, mobiliário e calçados, todos com vínculos com o mercado externo.

Em 2025, a Indústria de Transformação do Rio Grande do Sul ocupava a quinta posição no parque nacional, depois de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina e Paraná no que diz respeito ao número de estabelecimentos. O Rio Grande do Sul também ocupa a quinta posição quanto ao número de postos de trabalho, depois de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.

Observa-se, tanto no Rio Grande do Sul quanto no Brasil, uma diminuição da participação do emprego da Indústria de Transformação entre 2021 e 2025, o que indica uma tendência mais longa de desindustrialização da economia brasileira. No Rio Grande do Sul, a participação era de 21,75% no primeiro ano do período 2015-2025, alcançando 22,74% em 2021. A partir de 2021, essa participação volta a decrescer, chegando a 21,13%, em 2025, ao final da série histórica.

De acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho e Emprego, em 2025, no Rio Grande do Sul, a Indústria Extrativa Mineral contava com 647 estabelecimentos e 6.187 empregados; a Indústria de Transformação possuía 39.388 estabelecimentos e 711.474 empregados; e a Construção Civil com 22.153 estabelecimentos e 136.343 empregados.

Evolução do emprego da indústria de transformação no RS - 2015-2025
grafico evol emp ind tra RS 2015 2025


Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego/RAIS

Participação do emprego da indústria de transformação no RS e no BR - 2015-2025
grafico participa emp ind transf RS BR 2015 2025

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego/RAIS 2015-2025

Número de estabelecimentos* e de empregados** segundo as divisões que compõem a Indústria de Transformação no RS em 2025
planilha est emp div ind transf RS 2025


Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego/RAIS 2025

* estabelecimentos com vínculos empregatícios (exceto RAIS negativa)
**vínculos empregatícios em 31/12/25

Atlas Socioeconômico do Rio Grande do Sul