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Coeficiente de mortalidade infantil

O Rio Grande do Sul apresenta o menor Coeficiente de Mortalidade Infantil do Brasil

O Coeficiente de Mortalidade Infantil (CMI) destaca-se por sua influência determinante na expectativa de vida e no nível de mortalidade geral da população. Este indicador foi incluído entre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) para o período de 1990 a 2015, e entre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) após 2015. É, portanto, um indicador essencial para auxiliar nas políticas públicas. É calculado pela razão entre o número de óbitos no primeiro ano de vida e o número de nascidos vivos em um mesmo local e período.

Ao longo das últimas décadas, o Rio Grande do Sul tem apresentado um Coeficiente de Mortalidade Infantil inferior ao do Brasil. Em 2024, o Estado registrou o menor CMI entre as unidades da Federação, sendo de 10,2 por mil nascidos vivos, seguido por Santa Catarina (10,4) e Paraná (10,7).

O CMI tem mostrado tendência de queda no Rio Grande do Sul desde a década de 1970. Seu menor valor foi observado em 2020 (8,6 por mil nascidos vivos), com um pequeno acréscimo nos anos seguintes.

Entre os COREDES, destacam-se a Fronteira Noroeste, que abrange municípios como Santa Rosa, Horizontina e Três de Maio, com o menor CMI (6,1 óbitos por mil nascidos vivos) e Celeiro, que engloba municípios como Três Passos e Tenente Portela, apresentando o maior CMI (15,3 óbitos por mil nascidos vivos).

O Coeficiente de Mortalidade Infantil pode ser dividido em dois componentes: neonatal (óbitos entre 0 e 27 dias) e pós-neonatal (óbitos entre 28 e 364 dias). Os óbitos neonatais estão relacionados predominantemente a condições da gestação e do parto, enquanto os óbitos pós-neonatais estão associados a fatores ambientais, condições de vida e de acesso aos serviços de saúde (como doenças infecciosas, pneumonias, diarreia).

Em 2024, o Coeficiente de Mortalidade Neonatal foi de 7,3 por mil nascidos vivos, representando 71% dos óbitos infantis. No mesmo ano, o Coeficiente de Mortalidade Pós-neonatal foi de 2,9 por mil nascidos vivos.

Coeficiente de mortalidade infantil no Brasil e RS – 2000 a 2024 (óbitos/1000 n.v.)
Coefic mort inf no BR e RS   2000 a 2024

Fonte: DATASUS/Sistema de Informações sobre Mortalidade – SIM e Sistema de Informações sobre o Nascido Vivo – SINASC.

Evolução do Coeficiente de Mortalidade Infantil, Neonatal e Pós Neonatal no RS, 1970 a 2024
grafico evolucao coef mort infantil 1970 2024

Fonte: SES RS/ Estatísticas de Saúde – Mortalidade e DATASUS/Sistema de Informações sobre Mortalidade – SIM. Acesso em agosto de 2026.

Atlas Socioeconômico do Rio Grande do Sul