Ovinos
O Rio Grande do Sul é o primeiro estado com o maior rebanho de ovinos do Brasil
De acordo com a Food and Agriculture Organization (FAO), em 2024, o continente asiático possuía o maior rebanho de ovinos do mundo, com 45,9% do efetivo mundial. Era seguido pela África, com 32,2%.
O Brasil contava com um número médio de 20,5 milhões de cabeças no triênio 2022-2024. Entre as unidades da federação, o Rio Grande do Sul era o Estado com o maior rebanho do Brasil, seguido por Bahia, Santa Catarina, Paraná, Pernambuco, Ceará e Minas Gerais, todos com rebanho maior de 2 milhões de cabeças. Segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal do IBGE, o Estado do Rio Grande do Sul registrou em média, no período 2022-2024, um rebanho de 4.297.978 cabeças/ano.
O estado vem aumentando a participação do seu rebanho em relação ao total do Brasil. Historicamente, o estado focava quase que exclusivamente na produção laneira. Atualmente, vem investindo em animais com registro genealógico e certificados, o que o torna uma das maiores referências em genética ovina na América do Sul. Também é percebido valores recordes pelo quilo do cordeiro vivo, gerado pela alta demanda de centros consumidores como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Derivados de leite de ovelha, como queijos finos e iogurtes, impulsionados por raças especializadas, e a certificação e revalorização de lãs nobres para o mercado externo igualmente contribuíram para o aumento do rebanho.
No período 2022-2024, sete municípios do RS apresentaram produção média superior a 100.000 cabeças. Os principais municípios produtores se encontram principalmente na porção sul e sudoeste do Rio Grande do Sul. Santana do Livramento, com 323.313 cabeças, possuía produção média maior, seguido por Alegrete, com 209.820 cabeças.
Fonte: IBGE/Pesquisa da Pecuária Municipal