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Coeficiente de mortalidade geral e por causas

No RS as doenças do aparelho circulatório são a principal causa da mortalidade geral

O Coeficiente de Mortalidade Geral é uma das medidas mais utilizadas em saúde pública e expressa a relação entre o total de óbitos de um determinado local e população exposta ao risco de morrer¹. Esse indicador é influenciado pela estrutura etária da população e pode não ser um bom indicador para comparações entre populações com estruturas etárias distintas. 

Em 2024, o Rio Grande do Sul, apresentou o maior Coeficiente de Mortalidade Geral entre os estados brasileiros, com 9,0 óbitos por 1.000 habitantes. Esse resultado pode estar associado ao maior grau de envelhecimento da população. Nos demais estados brasileiros, os valores do Coeficiente de Mortalidade Geral variam entre 4,3 e 8,6 óbitos por 1.000 habitantes, sendo menores em estados com populações mais jovens, como os da Região Norte. 

No Rio Grande do Sul, em 2024, os grupos de principais causas de mortalidade geral, para ambos os sexos, foram: doenças do aparelho circulatório (24,6%), neoplasias (21,1%), doenças do aparelho respiratório (12,1%), causas externas (8,1%) e doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas (6,6%). Mais especificamente, as 10 categorias de doenças que mais contribuíram para os óbitos em 2024 foram: doenças isquêmicas do coração, doenças cerebrovasculares, diabetes mellitus, doenças crônicas das vias aéreas inferiores, pneumonia, outras doenças cardíacas, doenças hipertensivas, restante dos sintomas, sinais e achados anormais de exames clínicos e laboratoriais e neoplasias malignas da traqueia, brônquios e pulmões e restante das neoplasias malignas. 

Até 2019, doenças do aparelho circulatório, as neoplasias, as doenças do aparelho respiratório e as causas externas eram as quatro principais causas de óbito. Devido à pandemia de Covid-19, as doenças infecciosas e parasitárias passaram a ocupar a terceira posição, em 2020, e primeira posição, em 2021, entre as principais causas de óbito no Rio Grande do Sul. Após a pandemia, as principais causas de óbito voltaram a ser as mesmas observadas anteriormente. 

Apesar de permanecerem na primeira posição, as doenças do aparelho circulatório apresentam tendência de queda, passando de 34,0% dos óbitos, em 1980, para 24,6% em 2024. Por outro lado, os óbitos por neoplasias apresentam tendência ascendente, subindo de 14,0% para 21,1% no mesmo período. Observa-se ainda, uma diminuição da proporção de óbitos por causas mal definidas, o que aponta para uma melhora qualitativa dos registros de mortalidade. 

Os maiores Coeficientes de Mortalidade Geral foram observados nos COREDES Jacuí Centro (11,8 óbitos por 1.000 habitantes), Celeiro (10,7), Vale do Jaguari (10,7), Sul (10,7) e Missões (10,5), em 2024. Enquanto, as menores taxas foram observadas nos COREDEs Hortênsias e Serra, ambas com 7,2 óbitos por 1.000 habitantes). 

¹Segundo a SES RS, a qualidade do dado gerado para análise da mortalidade é instrumento valioso de vigilância epidemiológica e para o planejamento de ações e monitoramento da sua eficácia. O Sistema de Mortalidade da SES/RS codifica todas as Declarações de Óbito segundo as regras da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde – CID10, atual, CID10BR. Assim, quanto menor a porcentagem de mortes notificadas por causas mal definidas melhor a qualidade da informação de mortalidade. (In: SES RS. A saúde da população do Estado do Rio Grande do Sul 2005. Porto Alegre, CEVS, 2006. 181 p.) 

Evolução da mortalidade geral por grupos de causas principais no RS, 2000-2024
grafico evolucao mort causas principais 1980 2024
Fonte: DATASUS/Sistema de Informações sobre Mortalidade – SIM.

Principais causas da mortalidade geral para ambos os sexos no RS, 2024
graf princ causas mort ambos sexos 2024
Fonte: DATASUS/ Sistema de Informações sobre Mortalidade – SIM.

Atlas Socioeconômico do Rio Grande do Sul